12 PESSOAS (OU PRODUÇÕES) QUE AJUDARAM A REDEFINIR A CULTURA VISUAL EM 2018

12 PESSOAS (OU PRODUÇÕES) QUE AJUDARAM A REDEFINIR A CULTURA VISUAL EM 2018

O que queremos dizer quando nos referimos à cultura visual? Pense só: num mundo em que a importância da comunicação é cada vez maior e onde essa comunicação começa se tornar cada vez mais convergente, é natural falarmos tanto sobre cultura visual.

E não, não estamos falando apenas sobre obras de arte, pintura e teatro, mas também de cinema, videoclipes musicais e propagandas – além de fotografia, arquitetura e até memes.

Não é nenhuma novidade dizer que nós, da Preto Filmes, respiramos tudo o que tem a ver com cultura e artes visuais, né? É por isso e por entendermos a importância desse movimento que separamos as principais referências de 2018 na área – e que com certeza ainda vão dar muito o que falar em 2019.

12 pessoas – ou produções – que redefiniram as artes visuais em 2018

1 –  Childish Gambino, com This is America

Com o clipe de This is America, Donald Glover – ou como é conhecido no mundo da música, Childish Gambino – criou uma narrativa extraordinária sobre o que é a vida negra nos Estados Unidos – e que também pode ser aplicada à realidade brasileira.

Em parceria com o diretor Hiro Murai, ele criou uma obra de arte no que se refere à cultura visual dos videoclipes, misturando referências históricas e contemporâneas que fazem parte da trajetória negra no mundo.

Violência, coreografias que remetem a Jim Crow e danças virais da internet que claramente se apoiam na cultura afro-americana são alguns dos elementos que ajudam a compor a narrativa cantada por Gambino.

Artes visuais no cinema: algum filme causou tanto buzz quanto Pantera Negra?

2 – Pantera Negra

Quem, em pleno 2018, não ouviu a expressão Wakanda forever”? O filme produzido e baseado nos quadrinhos da Marvel Comics nos traz a história de T’Challa – o super herói Pantera Negra – e seu reino, Wakanda.

A produção, que faz parte da nova era da Marvel, foi o filme do universo Vingadores que mais faturou em todos os tempos. Além disso, é a primeira vez que vemos um elenco majoritariamente composto por atores negros, com protagonistas negros e colocando o povo de Wakanda como um dos mais avançados do mundo.

O filme ainda recebeu inúmeros prêmios e indicações: ganhou o prêmio de Melhor Elenco, pelo Sindicato dos Atores (SAG Awards) e foi indicado ao Globo de Ouro e ao Oscar de Melhor Filme. Nem precisamos dizer que Pantera Negra fez – e está fazendo – história no cinema, não é?  

Como a polêmica da NFL se encaixa nas artes visuais?

3 – Colin Kaepernick, com Just Do It

Colin Kaepernick, estrela da liga nacional estadunidense de futebol americano – ou NFL – causou polêmica quando, em 2016, se ajoelhou durante a execução do hino nacional dos Estados Unidos.

A atitude foi uma forma de protesto contra a opressão racial no país, numa época em que assassinatos da população negra aumentaram exponencialmente. No entanto, por muitos, o gesto foi tido como desrespeitoso e Colin, dois anos depois, ainda se encontra fora da NFL.

A Nike, por outro lado, comprou a briga e incorporou o ativismo de Kaepernick como garoto propaganda do seu slogan Just do it. E vem sofrendo protestos e boicotes de diversos consumidores. Quando um homem se torna um ícone?  

2018: o ano em que a Netflix se consagrou como grande produtora de conteúdo

4 – Bandersnatch

Que a Netflix se tornou um gigante não apenas do mercado de streaming, mas também da produção cinematográfica, nós já sabemos. Junte isso ao fato de que Black Mirror é uma das séries mais elogiadas e perturbadoras de todos os tempos.

Com esses dois elementos trabalhando juntos e com o conhecimento de mercado da Netflix, surgiu a oportunidade de criar um filme que faz parte do universo da série e que foi Bandersnatch.

Apesar de bastante criticado, o filme nos introduz a um universo único na indústria do cinema: a capacidade de escolher, mesmo que em pequenas doses, as ações do personagem. Isso nos leva diretamente a uma interação com a obra e com uma forma de metafilme inédita até então.

Uma drag queen é uma revolução visual por si própria

5 – Pabllo Vittar, com PV2

A drag queen brasileira Pabllo Vittar é um evento visual por si só. Com milhões de visualizações no YouTube e reconhecimento internacional de figuras como Adore Delano e publicações como Vogue, Pabllo traz a narrativa de gênero, sexualidade e performance para as artes visuais brasileiras – e mundiais.

Além disso, PV2 – ou Não Para Não – ainda teve seu lançamento de uma forma diferenciada. Apostando na temática de games, Vittar lançou o jogo Missão PV2 para que os fãs descobrissem informações sobre o álbum ao longo das fases. Com o último disco – e videoclipes – Pabllo se consagrou como uma das maiores artistas brasileiras da atualidade.

A evolução musical de Iza e como ela se relaciona com as artes visuais

6 – Iza, com Dona de Mim

Iza é um fenômeno no Brasil e traz o protagonismo da mulher negra para brilhar nos palcos de todo país. Com o videoclipe Dona de Mim, Iza nos apresentou mulheres reais e suas histórias de vida como estrelas de sua narrativa.

A artista também mostra suas raízes e inspiração nos videoclipes de Beyoncé Knowles para o álbum Lemonade. Nuances de fotografia, cenário, coreografia e temática, com vivências de mulheres diferentes, são alguns dos pontos comuns.

Beyoncé e Jay-Z se cristalizam como um dos casais mais poderosos do mundo

7 – The Carters, com Apeshit

Por onde começar? O videoclipe do primeiro single lançado pela banda composta pelo casal Carter, Beyoncé e Jay-Z, é uma obra-prima. Nele, somos presenteados com belíssimas imagens, uma direção de fotografia impecável, referências artísticas de primeira e protestos contra o racismo – principalmente na música.

Ao gravar o single no museu mais importante do mundotoda a narrativa se passa dentro do Louvre – o casal se consagra como um dos mais poderosos e influentes do século.

Além disso, The Carters contrapõem a arte “clássica” com a arte negra e qual é o lugar de representação do povo negro e da mulher dentro dessas obras. Como índices da arte negra temos a música, o cabelo e a dança como principais protagonistas.

Jay-Z, em seu rap, não perde tempo em criticar eventos como Super Bowl (polêmica da NFL e expulsão do jogador Colin Kaepernick) e Grammy (acusado de racismo nas suas premiações).

Roger Waters mostrou a importância da música como forma de protesto

8 – Roger Waters, com sua turnê pelo Brasil pré-eleição

Se teve uma personalidade que causou polêmica na sua passagem pelo Brasil, ela foi Roger Waters. O músico inglês usou seus shows como espaço de expressão além da música, apostando na visualidade para dar voz a protestos contra o fascismo e o retrocesso.

Mais ainda, o ex-Pink Floyd relembrou – ou avisou quem ainda não sabia – que músicas dizem alguma coisa e não são apenas melodias legais de serem ouvidas. Elas podem falar de amor, raiva, igualdade e, inclusive, lutar contra o sistema: all in all, you’re just another brick in the wall.

A cenografia como forma de arte visual

9 – Anna Turra, com sua produção de shows para estrelas como Elza Soares

A nova e tão aclamada turnê de Elza Soares, Deus é Mulher, que se iniciou em 2018, não teria sido tão importante e impactante para o feminismo e empoderamento da mulher – acima de tudo, da mulher negra – se Anna Turra não estivesse por trás da cenografia e iluminação dos shows da cantora.

Turra é designer multidisciplinar e desenvolve projetos não apenas de cenografia, mas vídeo, motion graphics e identidade visual também são algumas das habilidades da profissional.

Além de Elza Soares, a designer também assinou show importantíssimos para a MPB, como Filipe Catto, Anelis Assumpção e Arnaldo Antunes.

Luiza Lian foi uma das pioneiras no lançamento de álbuns visuais no Brasil

10 – Luiza Lian, com seus shows visuais

Não é a primeira vez que Luiza Lian se destaca nas artes visuais: em 2017, Lian foi uma das primeiras cantoras nacionais a lançar um álbum visual – antes mesmo do que Marcelo D2, com seu aclamado AMAR é para os FORTES.  

Uma das principais características da artista é utilizar diferentes atmosferas e propostas visuais para compor a experiência dos seus shows. Aliando visualidade e música, Lian torna seus concertos em um espetáculo completo de expressão.

Direto da Rocinha: a voz negra nas artes plásticas

11 – Maxwell Alexandre, com suas obras de artes plásticas

Maxwell, artista plástico que veio direto da comunidade da Rocinha, é um dos nomes mais comentados do momento quando o assunto é arte visual nacional. Além de já ter exposto suas obras no MASP, o artista também foi o responsável pelo conceito visual do álbum Gigantes, do BK.

Uma das maiores inspirações de Alexandre – e que ele busca expor constantemente nas suas obras – é a poesia negra. O artista também cria novas narrativas para mostrar a desigualdade entre negros e brancos e exaltar a figura do negro.  

Spike Lee mostrou que não deixou de lado seu ativismo nas telonas

12 – Infiltrado na Klan

O filme de Spike Lee deu o que falar em 2018. Infiltrado na Klan conta a história de Ron Stallworth, um policial estadunidense que, nos anos 70, consegue se infiltrar da Ku Klux Klan com a ajuda de um policial branco – e judeu.

A produção foi vencedora do Grande Prêmio do Júri, no festival de Cannes, e retrata bem o clima de ódio, perseguição e desconfiança dos anos 70 – o triste é perceber que em mais de 40 anos, pouco mudou.

Uma das participações que mais chamam a atenção no filme – além de John David Washington (Ron) e Adam Driver (Flip Zimmerman) – é Topher Grace como David Duke, líder da KKK.

O nome de Duke pode soar conhecido, já que o atual ex-líder da organização racista elogiou o presidente Jair Bolsonaro no período de eleições – mais especificamente em outubro de 2018.

Gostou da nossa lista de maiores referências da cultura visual em 2018? Então faz o combo: curte, compartilha e comenta!

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